ARQUIVO FIUME - POSTS DE 101 A 200
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DOWNLOAD: JOHNNY PATE - BUCKTOWN OST - 1975 - 320 Kbpshttp://rapidshare.com/files/99226724/Bucktown.zip.html

A única coisa ou processo precisamente igual ao Universo continua a ser o próprio Universo. Cada descrição ou modelo, teoria, obra de arte, mapa, túnel de realidade, aparências, etc. continuam a ser menores que o Universo e, portanto, abrangem menos que ele.
O que resta em nosso continuum sensorial, quando não estamos falando ou pensando, permanece não-simbólico, não verbal, não matemático - o inefável, como dizem os místicos. Esse modo não-verbal de apreensão, em termos poéticos, pode ser chamado de CAOS, segundo Nietzsche, ou de VAZIO, segundo Buda. Porém 'caos' e 'vazio' não passam de palavras e a própria experiência, teimosamente, continua a ser NÃO-VERBAL.
Nesse ponto, alguém só se expressará corretamente, como Wittgenstein em seu Tratado Lógico-Filosófico: 'Aquilo que não pode ser dito, deve ser silenciado'. Os mestres zen simplesmente apontam ou agitam seus cajados no ar.
Quando deixamos o não-verbal e voltamos a falar ou pensar, isso é feito necessariamente por meio de mapas ou modelos simbólicos, que, por definição, não podem equivaler em todos os aspectos aos eventos de espaço-tempo por eles representados. Parece tão óbvio que ninguém, paradoxalmente, nunca pensa nisso e, portanto, tende a esquecer o fato...
DOWNLOAD: SCHWABING AFFAIRS -DELICATE TUNES FROM SWINGING MUNICH MOVIES OF THE 60'S AND 70'S - 256Kbps
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MENSAGEM
os alucinados, os videntes,
cujo lúcido espírito não repouse como um cadáver
sobre este mundo visível e as verdades consagradas,
e cuja voz profunda exprima o eco e as flutuações
das águas eternas e inaudíveis
que são o destino de todos os barcos.
Há que haver os que despertam à meia-noite
angustiados,
e põem-se a gritar e a clamar dentro das trevas
como uns loucos - não o sendo -
e exprimem numa linguagem que não é a sua,
nem a de seus pais,
nem a de qualquer outro povo da terra,
estranhas visões inacessíveis gravadas em suas retinas,
e depois serenam como o mar após a tempestade
e não sabem mais recordar aquilo que disseram,
e choram quando lhes mostram seus puros êxtases,
e sentem-se miseráveis despertados.
Há que haver os que deixam que suas finas mãos de marfim,
pálidas, sinuosas, quase fluidas,
se arrastem como profetas pelo deserto das longas pautas
e inconscientemente, totalmente a cegas,
gravem para a eternidade, como num frio rochedo,
palavras de fogo e de sangue,
ânsias, ódios, espantosos desesperos,
para depois se admirarem eles próprios daquilo que escreveram,
como sonâmbulos que, de repente e a sós,
despertassem vivos sobre o cume de inatingíveis montanhas
e não mais soubessem o caminho que os conduziu a tão altas paragens,
tão perto dos deuses.
Há que haver os que abandonam o lar, pátria, amigos, cidade,
velhos hábitos e confortos seculares,
e sem levar nada de seu,
apenas sua consciência desarvorada e lúcida,
põem-se a perseguir novas e estranhas verdades,
como que hipnotizados,
e não mais repousam e dormem, em sua peregrinação,
noite após noite, sol após sol,
até que sintam a paz descer como um bálsamo sobre as suas chagas
e vejam enfim mais nítido dentro da própria alma,
e pela primeira vez se reconheçam em toda a sua nudez,
como o amante à amante no momento supremo da posse.

DOWNLOAD: PIERO PICCIONI - COLPO ROVENTE - 1970 - 256 Kbpshttp://rapidshare.com/files/148269448/colpo_rovente__1970__-_piero_piccioni.rar.html
DOWNLOAD: THE MOOD MOSAIC
VOL 4 - LES YPER SOUNDparte 1: http://rapidshare.com/files/101411618/MM04.part1.rar
parte 2: http://rapidshare.com/files/101417404/MM04.part2.rar
VOL 8 - FUNKY IN A MINOR MODEhttp://rapidshare.com/files/94404276/The_Mood_Mosaic_8.zip
EASY TEMPO
Mais uma vez saqueando o Nirso. Coletânea da melhor qualidade.
VOL 1 - A CINEMATIC EASY LISTENING EXPERIENCEhttp://rapidshare.com/files/87368022/Easy_Tempo_vol_01.rar.html
VOL 4 - A KALEIDOSCOPIC COLLECTION OF EXCITING AND DIVERSE CINEMATIC THEMEShttp://rapidshare.com/files/87381266/easy_tempo_vol_04.rar.html

A liberdade de eleições permite que você escolha o molho com o qual será devorado.
Eduardo Galeano
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LITERATURA É TERRORISMO
{a literatura# diferente da Literatura (que é produção de uma nação# de uma lingua# de um povo# de uma oligarquia das letras# de um mercado)# sendo hipertexto nevralgico# não pode deixar de manter em fogo todas as contradições do seu fazer# do seu ao redor# do tempo & das redes que fizeram ela ser nodulo de força negativa# inutilidade virotica* como forma afiada de reflexão não participa de utopias & políticas# faz parte das dimensões filosoficas & dos devires de resistência* sua forma de existencia é proteiforme*}
{a literatura é clareza & opacidade# articulação e desarticulação# choque etico-filosofico porque estetico & estetico porque etico-filosofico: sua meta é sutil# direta & violenta* sem os “objetos” modernos & pos-modernos que apenas criam mercadorias brincantes & vendaveis: o mercado dos marginais# dos excluidos# dos malditos sendo somente mais um rotulo*}
{a literatura deve# portanto# ter como horizonte uma revolta radical tanto contra os campos de “direitista” quanto contra as “esquerdas”# duas dimensões ridiculas de um mundo perigoso* ao mesmo tempo tentar combater as especies de insensibilidade & apatia muito comum nas sociedades mercadocentricas* não é preciso matar ninguem nem destruir nada# não é preciso roubar ou raptar# o que seria ainda se manter dentro da vontade do mercado# do mau gosto das midias & bons-sensos# dos poderes respeitaveis de governos & leis*}
{literatura é destruição por dentro# nas minusculas crenças# no fazer & no desfazer* ilusão & realidade em choque & dissolução: instaurar no centro do mesmo todas as alteridades radicais* olha o despertar da consciência pra sua dimensão virtual# produtora# reprodutora & mantenedora do existente* fazer fluir e confluir a desconfiança & o ilogico & o contradictorio*}
{para que não haja alivio e consolo ficcional: oposição: pra cada forma# estilo# escola# genero criar parodias muito serias e equivalentes* tomar uma posição passa a ser um ato destrutivo# anarquico# algo contrario e desvelador* pra que não haja somente um contar de historias# com a completa “ausencia de problemas”# como se o real fosse revelado jornalisticamente (o estilo nacional da Literatura brasileira)# o que leva ao budismo literario# isto é# a “tranquilidade nacional da alma”: difundir a intranquilidade*}
{atingir o imaginario# o simbolico# a dimensão virtual de crenças & valores@ a natureza & o natural na sua profundeza de criação social: se a natureza não existe tudo é possivel@ a lingua em sua gramatica# em sua inteireza senhorial# em sua logica & poder@ a palavra sem senhor@ reordenar os sonhos & desejos no caminho dos desejos & dos sonhos@ a formatação dos individuos enquanto atividade social@ a vida das palavras@ os sentidos & projetos singulares & grupais@ os pilares do real enquanto criação viva da praxis & seus fantasmas*}
{literatura é libertinagem que assume a critica radical# a desconstrução# o ataque em todas as dimensões literarias# a paranoia# a obsessão# a descentralização do eu# o desaparecimento da identidade viciada# a publicação como meta & função (a literatura flui nos hipertextos ate quando é somente papel)* sem poder# sem querer o poder# sem sonhar o poder* ver o poder por dentro das palavras# no seu ritmo doente# na sua circulação monetaria*}
{bricolage integral mas tambem a totalidade tolstoiana* tudo & nada* racionalidade & irracionalidade* mascaramento & desmascaramento* util & inutil* civilizado & barbarie* dualista# multiplo# triptico# unitario* todas as tribos & tribo alguma* todas as filosofias & nenhuma* todas as formas pra deformar# todos os ritmos pra desritmar# todas as musicas pro silencio*}
{praticar a oposição* tocaiar# atingir# danificar# molestar & tornar ridículo# no caso especifico# a Literatura brasileira# a lingua# a nação# os mitos de fundação# a patria# as instituições respeitaveis# não os escritores# que são uma manada de cães de guarda das letras nacionais em seu estafante oficio & vocação*}
{a literatura [ao não aceitar a língua do senhor nem as artimanhas dos escravos & agregados# dos funcionarios publicos & trabalhadores com suas logicas de drible@ ao multiplicar os corpos# sentidos# as cores# as historias# as humilhações@ ao estar conscientemente contra o mercado e seus cliches@ ao criar tempo@ ao articular os nodulos perversos desvendando os planos virtuais@ ao criar ilhas de resistencia provisória@ ao difundir essas ilhas@ ao nada respeitar# ao nada seguir# ao nada propor@ ao não aceitar nenhuma forma de estado@ ao expor os silenciamentos# os silencios# as invisibilidades@ ao por muitos sexos onde se vive apenas dois & muitos corpos onde se percebe apenas um & ao multiplicar tudo ate o nada & o caos@ ao desenvolver desocultamentos com as crenças# as singularidades# os tipos# os modelos# os poderes@ ao questionar os sensos# as razões# as praticas@ ao dizer não# ao vivenciar & materializar o negativo# ao parodiar# ao exercitar a liberdade de expressão@ ao minar as naturalizações & universalizações expondo a praxis em sua produção virtual] é terrorismo*}
{literatura é# antes de tudo# masturbação: porno-grafia que liberta: o libertino não é o escritor* pros outros pode ser outra coisa* mas se ela não for masturbação sera transformada em virtude & estilo# tradição & mercadoria# nacionalidade & lingua* sua essencia ser masturbatoria# impessoal# negativa# terrorista não impede a mercantilização# mas põe no seu eixo a falta de ordem# de ritual# de poder# o desrespeito# a não aceitação# a multiplicidade# a imoralidade# a amoralidade# as contradicções# a não identidade# todas as cores & sexos*}
{vandalizar & desfigurar & retaliar & esmagar & desnaturalizar e dessociabilizar e desistoricizar com arte# nunca com burrice# costume# beleza# educação# tradição# respeito*}
{a literatura é contra a propria literatura & contra a Literatura@ contra o escritor# o agente cultural@ contra o pais & os pais@ contra os filhos@ os direitistas# os esquerdistas# os religiosos# os cientistas# os criticos@ contra os jovens# os velhos@ contra todas as classes@ contra as escolas# as academias# os movimentos# os partidos# os politicos# os grupos# as seitas# as empresas# o trabalho & o lazer: so é a favor do contra & contra isso tambem: sem se começar a devorar pelos dedos dos pes não se começa a literatura: sem que os olhos caiam na iluminação não ha poema# não ha literatura*}
DOWNLOAD: ITALIA VIOLENTA -THE BEST MUSIC OF ITALIAN'S POLICE MOVIE - VBR
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O primeiro requisito de qualquer civilização que tenha pretensões a possuir valores culturais é a criação de um sistema de educação e ensino que seja capaz não apenas de preservar a sensibilidade natural da criança, mas também de fazer dela a base de seu desenvolvimento mental.
DOWNLOAD: BERNARD PURDIE - LIALEH OST - 1974 - 192Kbpshttp://sharebee.com/d3c791ea

Você está esperando pela revolução? A minha começou muito tempo atrás! Quando você estará preparado? (Que espera sem fim!) Não me importo em acompanhá-lo por um tempo. Mas quando você parar, eu prosseguirei em meu caminho insano e triunfal em direção à grande e sublime conquista do nada!
Qualquer sociedade que você construir terá seus limites. E para além dos limites de qualquer sociedade os desregrados e heróicos vagabundos vagarão, com seus pensamentos selvagens e virgens - aqueles que não podem viver sem constantemente planejar novas e terríveis rebeliões!
Quero estar entre eles! E atrás de mim, como à minha frente, estarão aqueles dizendo a seus companheiros: "Voltem-se a si mesmos em vez de aos seus deuses ou ídolos. Descubra o que existe em vocês; traga-o à luz; mostrem-se!" Porque toda pessoa que, procurando por sua própria interioridade, descobre o que estava misteriosamente escondido dentro de si, é uma sombra eclipsando qualquer forma de sociedade que possa existir sob o sol!
Todas as sociedades tremem quando a desdenhosa aristocracia dos vagabundos, dos inacessíveis, dos únicos, dos que governam sobre o ideal, e dos conquistadores do nada, avança resolutamente.
Iconoclastas, avante!
"O céu em pressentimento já torna-se escuro e silencioso!"
DOWNLOAD: ULTIMATE BRAZILIAN BREAKS & BEATS - 2006 - 320Kbpshttp://sharebee.com/be924937

STENCIL PUNKS
DOWNLOAD: SEXY 70 - MUSIC INSPIRED BY THE BRAZILIAN SACANAGEM MOVIES OF THE 1970's
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A MORTE DA NATUREZA

Meu caro leitor amigo
Eu agora vou falar
Duma triste realidade
Que está a me preocupar
Pois em nome do "progresso"
Que na verdade é um regresso
Tão botando é pra matar.
Não sei se vai concordar
O colega ao me ler
Mas é mesmo um tanto triste
Quando a gente chegar a ver
A fumaça se alastrando
E o veneno se espalhando
Fazendo o povo morrer...
Antes mesmo de nascer
Morre um montão de crianças
Em Cubatão por exemplo
Poucas são as esperanças
De se ter vida melhor
Sem que aconteça o pior
Continuando as matanças!
Tudo isso são ganâncias
Dos que pensam ser donos
Para ganharem dinheiro
Deixavam o povo em abandonos
Enquanto há cancerosos
Estão aí os poderosos
Bem sentados nos seus tronos.
Enquanto matam novilhas
Outros nem comem feijão
E isto não acontece
Apenas em Cubatão.
Também em outros lugares
Vive gente aos milhares
Nesta triste escravidão...
Nem vêem que há tanto chão
Neste imenso território
Não sei para que serve
Tanto estudo e palavrório.
Acho que querem fazer
Pra todo mundo sofrer
Deste mundo purgatório!
Todo mundo tá sabendo
Que existe poluição
Do lado oposto de fábricas
Mesmo assim há construção
Pois a CAIXA ou a COHAB
Disto finge que não sabe
Vende casa pro povão!
Estudam laboratório
E sabem que só faz mal
O povo morar bem perto
De uma Àrea Industrial.
Parece ser este jeito
Que o governo acha perfeito
Pra matar o pessoal...
Nas fábricas perdem o sono

Aquele pai de família
Pra enricar o empresário
Que a vida é uma maravilha
Parece que tudo indica
Que quanto mais ele enrica
Mais aumenta esta armadilha.
Essa "gente grande" tapa
Ouvidos pra não ouvir
Os apelos deste povo
Que está a se consumir
Quando grita por ar puro
Do jeito que está tá duro
Não dá mais pra resistir...
Precisaríamos sentir
Na pele o triste efeito
De viver com a fumaça
Tomando conta do peito.
Pois se sentissem fariam
E logo decidiriam
Com agir pra dar um jeito.
Precisamos sem demora
Resolver a situação
Deste povo tão sofrido
Que a começar do pulmão
Está aos poucos morrendo
E há tempo que vem querendo
Pra sua vida proteção.
Os problema principal
São os males que tão causando
À nossa Mãe Natureza
Que aos poucos vai se acabando
Se você quer saber mais
Tá no rádio e nos jornais
Veja a imprensa falando.
Além de a gente sofrer
As mais tristes "conseqüência"
Da grande poluição
Que é forte não há quem vença.
Na terra em cima no ar
E até no fundo do mar
Se vê tudo o que é doença.
Isto é violação
Do direito de viver
Pois pouco que se exige
É não ter se ter que morrer
Tuberculoso ou drogado
Neste mundo condenado
Sem poder sobreviver
Há movimentos tentando
Por viverem tal tristeza
Percorrer todo o país
Fazendo justa defesa:
Lamentam e denunciam
Os fatos que propiciam
A MORTE DA NATUREZA!
De que adianta apontar
Como sendo responsável
Esta ou aquela Indústria
Quando o que se é mais provável
É que o Sistema Político
Tornando o quando mais crítico
Faz o combate inviável.
E ainda o desmatamento

Que se vê a toda hora
Da Amazônia à Mata Atlântica
A cada dia piora.
E assim o Meio Ambiente
Vai morrendo e lentamente
Nossa vida vai embora.
Por que que não se dispensa
Mais cuidado com as floresta?
Destrói toda a Amazônia
Essa "gente" desonesta
Um recurso natural
De valor internacional
Que a força bruta molesta
Veja como não presta
As multinacionais
Que visando só lucro
Mostram como são "capaz"
De acabar com as nossas "mata"
Levando u’a riqueza nata
Que nos serve até demais.
E assim perdemos a paz
E o equilíbrio natural
Problemas que têm reflexo
Até internacional.
Pois é uma região
Com imensa dimensão
De reserva florestal.
A mata é fundamental
pra purificar o ar
Cada árvore que cai
Só vai mesmo é piorar.
O nosso clima inclusive
Cada dia que se vive
Tende mais a esquentar.
Não dá mais pra agüentar
A coisa já tá demais
No Pará e Mato Grosso
Cada dia se afeta mais
Das matas quatro por cento
Num vasto desmatamento
Destruíram em Goiás.
Também em Minas Gerais
Tem ritmo acelerado
O desmatamento ali
Já passou do esperado.
Foi feito um levantamento
Só se salva dez por cento
Da área total do Estado.
O lucro desenfreado
Acaba a nossa riqueza
Sem contar os prejuízos
Que sofre a Mãe Natureza.
É a vida assim se acabando
Sobre a terra vai ficando
Uma cena de tristeza...
E pra acabar com a beleza
Inventam outras ciladas:
Incêndios que acontecem
Provocados por queimadas
Onde parte das floresta
Vira cinzas nada presta
Já que são danificadas.
Mil e oitocentos quilômetros

Reduzidos a trezentos
E lá no Espírito Santo
Com os tais desmatamentos.
Já tá virando deserto
E a natureza por certo
Deu lugar a apartamentos.
Ninguém vê o atrevimento
Desse homem do dinheiro
Que toma conta de tudo
Que parece um carniceiro.
Isto é desde que levaram
E pela força tomaram
O Pau-Brasil derradeiro...
Tiraram da fauna a beleza
E a flora não escapa
Acho que vai ser preciso
Fazer-se um novo mapa
Do nosso imenso Brasil
Que até o ano dois mil
O F.M.I. vem e rapa...
A superação da crise
Requer do homem mudanças
Fundamental de atitudes
Pra não haver mais matanças
Só assim a Natureza
Recobra a sua beleza
E renova as esperanças...
Este meu trabalho teve
Por real finalidade
Fazer um breve análise
Desta dura realidade
Onde a ECOLOGIA
Tá passando todo dia
Por grande dificuldade.
Geraldo Carvalho
DOWNLOAD: DON JULIAN & THE LARKShttp://sharebee.com/64212bb3
Nasci em um tempo em que a maioria dos jovens haviam perdido a crença em deus, pela mesma razão que os seus maiores a haviam tido - sem saber porquê. E então, porque o espírito humano tende naturalmente para criticar porque sente, e não porque pensa, a maioria desses jovens escolheu a humanidade para sucedâneo de deus. Pertenço, porém, àquela espécie de homens que estão sempre na margem daquilo a que pertencem, nem vêem só a multidão de que são, senão também os grandes espaços que há ao lado. Por isso nem abandonei deus tão amplamente como eles, nem aceitei nunca a humanidade. Considerei que deus, sendo improvável, poderia ser, podendo pois dever ser adorado; mas que a humanidade, sendo uma mera idéia biológica, e não significando mais que a espécie animal humana, não era mais digna de adoração do que qualquer outra espécie animal. Este culto da humanidade, com seus ritos de liberdade e igualdade, pareceu-me sempre uma revivescência dos cultos antigos, em que animais eram como deuses, ou os deuses tinham cabeças de animais.
DOWNLOAD: FELA KUTI & ROY AYERS- UPSIDE DOWN (1976) + MUSIC OF MANY COLORS (1979) -
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ela nasce do tempo livre e do jogo.
Alexandre Koyré
DOWNLOAD: SEX SLEAZE & SOUL - 2004 - 192Kbpshttp://sharebee.com/5ce36d85

Nunca ocorreu na história um contraste tão deslumbrante entre o que poderia ser e o que realmente é.
Basta examinar hoje todos os problemas do mundo. Meditar sobre eles normalmente não produz outro efeito que não tornar-nos menos sensíveis à sua realidade. Mesmo que sejamos “suficientemente estóicos para suportar as desgraças dos outros”, a grande deterioração social presente afeta a todos. Quem não sofre a repressão física direta tem de suportar as repressões mentais impostas por um mundo cada vez mais medíocre, estressante, ignorante e feio. Quem escapa da pobreza econômica não pode escapar do empobrecimento geral da vida.

Quando estou cansado
eu invoco uma cachaça
e vou curti-la
nos bancos da praça.
Lauro Maia
DOWNLOAD: IAN CARR'S NUCLEUS - ROOTS - 1973 - 192Kbpshttp://sharebee.com/c59e438c
SÍMBOLOS

Símbolos? Estou farto de símbolos…
Todos me dizem nada.
Quais símbolos? Sonhos.
Que o sol seja um símbolo, está bem…
Que a lua seja um símbolo, está bem…
Que a terra seja um símbolo, está bem…
Mas quem repara no sol senão quando a chuva cessa,
E ele rompe as nuvens e aponta para trás das costas,
Para o azul do céu?
Mas quem repara na lua senão para achar
Bela a luz que ela espalha, e não bem ela?
Mas quem repara na terra, que é o que pisa?
Chama terra aos campos, às árvores, aos montes,
Por uma diminuição instintiva,
Porque o mar também é terra…
Bem, vá, que tudo isso seja símbolo…
Mas que símbolo é, não o sol, não a lua, não a terra,
Mas neste poente precoce e azulando-se
O sol entre farrapos finos de nuvens,
Enquanto a lua é já vista, mística, no outro lado,
E o que fica da luz do dia
Doura a cabeça da costureira que pára vagamente à esquina
Onde se demorava outrora com o namorado que a deixou?
Símbolos? Não quero símbolos…
Queria — pobre figura de miséria e desamparo!
Que o namorado voltasse para a costureira.

Quem quer que seja que ponha as mãos sobre mim para me governar é um usurpador, um tirano. Eu o declaro meu inimigo.
DOWNLOAD: J-FUNK EXPRESS - THIS IS RARE GROOVE! - 1995http://sharebee.com/88c8f166
FIUME PIRATEIA VOLUME 1: BLACK ALIEN & SPEED

A coletânea traz faixas do duo de Niterói Black Alien & Speed. Gravadas a partir do final dos anos 90, as músicas mesclam RAP, Ragga, Miami Bass, Dancehall, Jazz e música brasileira variada. Muitas delas fazem parte do CD demo da dupla, Sinistro Bonde do Terror, outras foram lançadas em coletâneas, tributos, trilhas de filmes e três delas são do CD de estréia solo de Speed, o Spresso.
Speed
Invasão
Vamo Parar
Som da Glock
Black Alien
Stilera
O Crime
Anos 90
Hit Hard Hip Hop
Sua Cara Encontra a Mão
Black Alien & Speed
Dia de Fúria
É...
Guerriha Verbal
Homem Para Assumir o que Faço
Jah Jah Overall
Krishna, Buda, Jesus ou Alá
Lar Doce Lar
Macaco Quer Banana
Mulheres e Crianças Primeiro
O Mundo Vai Acabar
Quando Crescer Quero Ser Um MC
Quem Que Cagüetou
Vozes da Seca

DOWNLOAD: DENNIS COFFEY AND THE DETROIT GUITAR BAND - EVOLUTION - 1971 - 192Kbps
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PAPO DE ÍNDIO

cheiu di caixinha e pó branco
qui eles disserum qui chamava açucri
aí eles falarum e nós fechamu a cara
depois eles arrepitirum e nós fechamu o corpo
aí eles insistirum e nós comemu eles.
vocês repararam como o povo anda triste?
é a cachaça que subiu de preço
a cachaça e outros gêneros de primeira
necessidade
cachaça a dois contos, ora veja,
veja a hora,
que horas são,
atenção
apontar:
FOGO
Chacal
EDUCAÇÃO

Mikhail Bakunin
DOWNLOAD: THE YOUNG-HOLT UNLIMITED
- FUNKY BUT! - 1968 - 192 Kbps -
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MANIFESTO DA POESIA XAMÂNICA & BIO-ALQUÍMICA

1. O mundo são os Lugares de Poder
2. Sacralização xamânica do cotidiano
3. Perspectivas bio-regionais
4. Selvagem & Sagrado
5. Gaviões são divindades solares portadoras de poder
6. Hórus - Falcão rei das duas terras
7. Ecologia da Linguagem
8. Estados alterados da consciência
9. O Gavião fala por nossa boca
10. Xamã: sacerdote-poeta inspirado que em transe extático percorre o inframundo, florestas, mares, montanhas & sobe aos céus em "viagens". Dante foi um xamã-cabalista que conheceu em sua viagem pelos 3 mundos os orixás travessos da Sombra.
11. O olho divino do gavião se transforma em plantas florescentes
12. ÍSIS, Virgem Negra, mãe do Hórus
13. O Gavião plana acima das metrópolis-necrópolis
14. Divindade dos limites do Horizonte
15. "A orgia faz circular a energia vital & Sagrada"
16. "A marginalidade é formada por aqueles que estão "out" - aqueles que não tem acesso ao poder estabelecido involuntariamente por miséria, ou voluntariamente por escolha estética-religiosa"
17. Deixe a Visão chegar
18. É a hora da despedida dos deuses do deserto & chegada dos deuses da vegetação
19. Conspiração sagrada dos terráqueos anônimos & guerreiros do Zuwya
20. Estado de conhecimento sensorial
21. "Dirige as flechas da voz dos jovens para celebrar o gozo desta terra"
22. Ilha subterrânea do gavião. Livro Egípcio dos Mortos. Bardo Todol. Orixás & vida quântica. O caminho do xamã é o caminho do Coração.
XAMÃS PELA NOVA CONSCIÊNCIA
DOWNLOAD: CYMANDE - 1973
DOWNLOAD: CYMANDE - PROMISSED HEIGHTS - 1974 + BONUS TRACKShttp://www.mediafire.com/?alzmhjsxytm

É na esquina da vida
Que eu faço o confronto
Do malandro pronto e do otário
Que nasceu pra milhonário.
Noel Rosa
DOWNLOAD: EUGENE MCDANIELS -http://www.rapidshare.com/files/79140744/Eugene_Mcdaniels.zip

DOWNLOAD: CONNIE PRICE & THE KEYSTONES- WILDFLOWERS - 2004
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FIM DE ANO

Eles vieram com uma bíblia e sua religião – roubaram nossa terra, esmagaram nosso espírito... e agora nos dizem que devemos ser agradecidos ao ‘senhor’ por sermos salvos.
DOWNLOAD: PAULO DINIZ - 1974 - 320Kbpshttp://sharebee.com/5cdc2e68

Não sacrifiques a felicidade de hoje pela felicidade futura. Desfrute do imediato, evite toda união de matrimônio ou de interesses que não satisfaça vossas paixões instantaneamente.
DOWNLOAD: BEYOND THE VALLEY OF THE BEATS - 192Kbpshttp://sharebee.com/e9adc78f
AQUI TEM UM BANDO DE LOUCOS
Rejeitamos toda legislação, toda autoridade e toda influência privilegiada, titulada, oficial e legal, mesmo emanada do sufrágio universal, convencidos de que ela só poderia existir em proveito de uma minoria dominante e exploradora, contra os interesses da imensa maioria subjugada.
DOWNLOAD: MANU DIBANGO -COUNTDOWN AT KUSINI OST - 1975 - 192Kbps
CONTRA O TRABALHO

Em vez de reagir contra esta aberração mental, os padres, os economistas, os moralistas sacrossantificaram o trabalho. Homens cegos e limitados, quiseram ser mais sábios do que o seu Deus; homens fracos e desprezíveis, quiseram reabilitar aquilo que o seu Deus amaldiçoara. Eu, que confesso não ser cristão, economista e moralista, recuso admitir os seus juízos como os do seu Deus; recuso admitir os sermões da sua moral religiosa, econômica, livre-pensadora, face às terríveis conseqüências do trabalho na sociedade capitalista.
O trabalho é a causa de toda a degenerescência intelectual, de toda a deformação orgânica. Os filósofos da antigüidade ensinavam o desprezo pelo trabalho, essa degradação do homem livre; os poetas cantavam a preguiça, esse presente dos Deuses.
Os trabalhadores, a grande classe que engloba todos os produtores das nações civilizadas, a classe que, ao emancipar-se, emancipará a humanidade do trabalho servil e fará do animal humano um ser livre, ao trair seus instintos e esquecer-se da sua missão histórica, deixou-se perverter pelo dogma do trabalho. Rude e terrível foi a sua punição. Todas as misérias individuais e sociais valeram a sua paixão pelo trabalho.
Paul Lafargue, de O Direito à Preguiça
DOWNLOAD: CURTIS MAYFIELD - SUPERFLY OST - 1972 - 320Kbps
Ser governado significa ser observado, inspecionado, espionado, dirigido, legislado, regulamentado, cercado, doutrinado, admoestado, controlado, avaliado, censurado, comandado; e por criaturas que para isso não tem o direito, nem a sabedoria, nem a virtude... Ser governado significa que todo movimento, operação ou transação que realizamos é anotada, registrada, catalogada em censos, taxada, selada, avaliada monetariamente, patenteada, licenciada, autorizada, recomendada ou desaconselhada, frustrada, reformada, endireitada, corrigida. Submeter-se ao governo significa consentir em ser tributado, treinado, redimido, explorado, monopolizado, extorquido, pressionado, mistificado, roubado; tudo isso em nome da utilidade pública e do bem comum. Então, ao primeiro sinal de resistência, à primeira palavra de protesto, somos reprimidos, multados, desprezados, humilhados, perseguidos, empurrados, espancados, garroteados, aprisionados, fuzilados, metralhados, julgados, sentenciados, deportados, sacrificados, vendidos, traídos e, para completar, ridicularizados, escarnecidos, ultrajados e desonrados. Isso é o governo, essa é a sua justiça e sua moralidade! ... Oh personalidade humana! Como pudeste te curvar a tamanha sujeição durante sessenta séculos?
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Da pele para dentro começa a minha exclusiva jurisdição. Eu elejo aquilo que pode ou não cruzar essa fronteira. Sou um estado soberano e os limites da minha pele são muito mais sagrados que os confíns políticos de qualquer país.
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POVO BRASILEIRO

o "povo brasileiro" é lixo europeu, lixo do escravismo, lixo industrial, lixo mercantil; lixo de todos os "modos de produção", de todas as relações perversas; lixo de todos os governos, de todas as ditaduras, de todos os "sistemas políticos", de todas as políticas e economias; lixo da covardia, do capachismo, da acomodação, das negociações de sobrevivência; lixos do silêncio e do silenciamento; lixo das mídias, lixo dos racismos, lixo de todas as doenças e relações monstruosas com as mais variadas formas de torturadores, senhores e patrões. é um povo que "cria cultura" como resultados de todos esses lixos: por isso serve perfeitamente para turistas, autoridades, mídias e pesquisadores. é uma "cultura" alegre, festeira, carnavalesca, religiosa, musical e risonha que teatraliza seus capachismos e negociações, suas curvaturas de espinha e suas admirações teratológicas como se fossem belas e não índices de uma loucura nazista escondida e perigosa.
DOWNLOAD: VINCE GUARALDI & BOLA SETE -FROM ALL SIDES - 1964 - 192Kbps
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GET OUT

Sem dúvida, a condição econômica das repúblicas latino-americanas é semicolonial, e, à medida que se intensifica o capitalismo e, conseqüentemente, a penetração imperialista, este caráter de sua economia se acentua ainda mais. Mas as burguesias nacionais, que vêem na cooperação com o imperialismo a melhor fonte de lucro, sentem-se suficientemente donas do poder político para não se preocupar com a soberania nacional. Estas burguesias na América do Sul, que ainda não conhecem a ocupação militar ianque, não estão predispostas a admitir a necessidade de lutar pela segunda independência. O Estado, ou melhor, a classe dominante, não sente falta de um grau mais amplo e certo de autonomia nacional. A revolução da Independência está demasiado próxima, relativamente, seus mitos e símbolos demasiado vivos, na consciência da burguesia e da pequena burguesia. A ilusão da soberania nacional conserva-se em seus principais efeitos. Pretender que nesta camada social surja um sentimento de nacionalismo revolucionário seria um erro grave.
DOWNLOAD - THE POLITICIANS - PSYCHA-SOULA-FUNKADELIC - 1971~1972
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ABRINDO FOGO CONTRA O POVO

Sou africano na luta contra o anjo-colonizador imoral e amoral,
não tolero opressão, tortura, prisão, pois não há defesa para o indefensável.
Caveirão elitista da maldade, abrindo fogo contra o povo;
intolerante tanque do preconceito, indiferença, cinismo e egoísmo.
Tombam corpos de meninos mortos, outrora felizes, pelos guetos nos quais negros foram confinados.
Quem é humano e quem é sub-humano? Quem enriquece e quem empobrece?
(...)
Trecho de “Preto e Branco a Cores”, samba-enredo da escola de samba Porto da Pedra em 2007.
DOWNLOAD: THE COUNTS - WHAT'S UP FRONT THAT COUNTS - 1971
MANTENDO O ÓDIO EM FORMA

Entre 1963 e 1993 atuou na Alemanha um grupo de guerrilheiros conhecido como Facção Exército Vermelho ou RAF (Rote Armee Fraktion). A luta da RAF era essencialmente política, combatendo a truculência e a estupidez do Estado. Explodiram a cabeça de militares, roubaram inúmeros bancos (certa vez roubaram 3 ao mesmo tempo), seqüestraram aviões e embaixadas, resgataram prisioneiros e ridicularizaram a imbecilidade do poder público enquanto puderam. Eram membros da RAF, entre outros, Andreas Baader, Ulrike Meinhof, Gudrun Ensslin e Holger Meins, que vemos na foto ao lado pesando 40kg no dia de sua morte, 9 de novembro de 1974. Meins morreu num presídio durante greve de fome em protesto contra as condições de encarceramento a que submetiam alguns membros da RAF e contra a forma como eles eram julgados.
"Guardei essa foto em minha carteira para manter meu ódio em forma", diz Joachim Klein.
Pouco antes de sua morte, Meins escreve uma carta a Manfred Grashof, preso noutro lugar, dizendo: "Rato ou homem, sobrevivência a qualquer custo ou uma luta de morte, problema ou solução. Não há nada no meio. É triste ter de lhe escrever uma coisa destas. É claro que eu mesmo não sei como é morrer ou ser morto. De qualquer forma, eu estava do lado certo... todo mundo morre mesmo. A única questão é como, e como se viveu, e essa questão é muito clara: lutando contra os meganhas como um homem, pela libertação da humanidade; um revolucionário lutando contra todo o amor que sente pela vida, desprezando a morte."

Está claro que não interessa aos políticos que pensemos por nós mesmos. Se o fizermos, nos daremos conta que suas palavras sonoras e grandiloqüentes, falando supostamente de coisas que não compreendemos, outorga-lhes uma autoridade que não passa de um mito. Os políticos selecionam de forma cuidadosa as palavras com as quais fundamentam seus discursos. São palavras bem escolhidas com o intuito de vender a autoimagem de pessoas valorosas que defendem seus princípios com convicção.
Está claro que a violência não é algo bom para o ser humano, por isso os políticos escolhem a palavra "paz", como palavra e valor a defender. Assim, mesmo quando provocam uma guerra, justificam-na com sua antítese, dizendo que fazem guerra pela paz, para defender o valor em que supostamente crêem. Eles não escolhem, por exemplo, a palavra "repressão", pois soa mal e vai contra a condição que mais humaniza as pessoas, que é a liberdade; por isso mesmo "liberdade" é outra palavra a martelar. Ainda assim, seu sistema necessita de instrumentos repressivos (polícia, cárceres) que devem ser justificados de alguma maneira; de onde surge a falácia de que são criados para proteger a nossa liberdade; e essa falácia cria em nós um sentimento de insegurança. "Intolerância" é outra palavra que soa mal, por isso falam continuamente em "tolerância" e "respeito".
A política, a democracia, tem a palavra como arma de convencimento. A política é espetáculo, e dentro deste espetáculo a linguagem assume um papel muito importante. As palavras são prostituídas e corrompidas. Falam de convivência porém não convivem com ninguém de fora de seu pequeno círculo de privilegiados, vivendo nas alturas dessa montanha chamada Estado que não nos deixa ver o sol. Falam de tolerância, porém suas forças repressivas dizimam os pobres; os filhos do ódio uniformizados assassinam e aterrorizam impunemente pelas ruas. Falam de paz enquanto põe em marcha as guerras, a maior tragédia humana que bem definiu Paul Valery como "um massacre entre pessoas que não se conhecem para proveito de outras que se conhecem porém não se massacram entre si".
Os políticos em uníssono dizem ser ferozmente contra a violência. Todos se põe de acordo, através de muito espetáculo e enganação mostrados na representação teatral parlamentar, combatendo qualquer um que cometa um ato violento. Assim, aproveitam para incutir-nos sutilmente outros conceitos, como o estado democrático de direito, em que não se admite a violência. Escondem que o seu estado democrático de direito está fundamentado precisamente sobre a violência. Condenam a violência de forma parcial, ocultando fatores que possam explicar a sua origem e procurando que ninguém se aprofunde na questão, repetindo o mesmo discurso impregnado de "paz social" para que aceitemos a superficialidade de suas palavras.
Seu jogo vebal é o jogo de não dizer nada, de falar grandiloqüências que impressionem a quem escute. A palavra guerra tem um significado bem diferente da palavra terrorismo. A guerra é patrimônio exclusivo do Estado; os estados não cometem terrorismo. O terrorismo tem uma conotação muito mais negativa que a guerra. A palavra terrorismo é muito mais sanguinária, dando-nos a impressão de que guerras são realizadas por pessoas de bem, enquanto o terrorismo é praticado por sociopatas bárbaros que se reconfortam na dor alheia. No entanto, é incomparável o número de vítimas das guerras fabricadas pelos estados (e seus efeitos devastadores) em relação ao número de vítimas daquilo que eles chamam de terrorismo. Diante dessas diferentes conotações com as quais nos precondicionam mentalmente, os governantes decidem quem faz guerra e quem comete terrorismo. Na linguagem da cínica democracia, o soldado que dispara contra um garoto indefeso está realizando a nobre arte da guerra, porém quem contemplou atônito o assassinato e se defende com uma pedra será catalogado como terrorista, e, por isso, não terá qualquer credibilidade.
Esta é a enganosa linguagem da democracia. A linguagem compartilhada por todos os democratas, de esquerda, centro ou direita. O povo não deve se deixar enganar por estas palavras eloqüentes, porém não deve também rejeitá-las, e sim amá-las ainda mais. Todos devemos amar a tolerância, o respeito, a liberdade… e por isso não devemos deixar que elas sejam utilizadas por qualquer imbecil de qualquer maneira. Devemos pensar se realmente os que enchem a boca diariamente com tais palavras são dignos de fazerem-no, questionando-nos se, de fato, não estão fazendo o contrário do que proclamam em seus discursos. E devemos, sobretudo, pensar o que podemos fazer para que a linguagem não continue sendo mercadoria barata na boca de marionetes do capital que sustentam um sistema que comete as maiores violações imagináveis ao que essas palavras representam.
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(APO)CAPITALISMO E HIPOCALIPSE

O apocalipse não é outra coisa senão o cotidiano. É a suspensão da vida na espera da morte (por um tiro, por uma facada, por um caminhão, pelo HIV, pela ecocatástrofe ou pela velhice). O apocalipse é o regime de sobrevivência ao qual a maior parte do mundo está condenada. Apocalipse: revelação do alto, fim da História, ato imposto de um Deus que transcende nosso mundo e nossa vontade. O apocalipse nada é senão a vida na sociedade (apo)capitalista. Ele nunca chegará porque já está presente. Um presente vazio, que vive de nada; aliás, que nada tem a ver com a vida e se sustenta na chantagem econômica.
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COCKTAIL PARTY
Não tenho vergonha de dizer que estou triste,
Não dessa tristeza ignominiosa dos que, em vez de se matarem, fazem poemas:
Estou triste por que vocês são burros e feios
E não morrem nunca…
Minha alma assenta-se no cordão da calçada
E chora,
Olhando as poças barrentas que a chuva deixou.
Eu sigo adiante. Misturo-me a vocês. Acho vocês uns amores.
Na minha cara há um vasto sorriso pintado a vermelhão.
E trocamos brindes,
Acreditamos em tudo o que vem nos jornais.
Somos democratas e escravocratas.
Nossas almas? Sei lá!
Mas como são belos os filmes coloridos!
(Ainda mais os de assuntos bíblicos…)
Desce o crepúsculo
E, quando a primeira estrelinha ia refletir-se em todas as poças
d’água,
Acenderam-se de súbito os postes de iluminação!
Mário Quintana
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CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA

O tráfico serve para justificar, legitimar e reproduzir a criminalidade da pobreza sendo, por isso, “permitido” que se refugie nos morros, favelas e periferias. Ser pobre num sistema capitalista e neoliberal é ser ilegal. Daí o tráfico, atividade ilegal, ter o seu refúgio na pobreza. Deixá-los armados e provocar confrontos constantes com essa minoria armada, concretiza a imagem de alta periculosidade e selvageria a todos aqueles que ali residem, naturalizando o consenso de que não há outra forma de combater o crime senão pelo enfrentamento e a execução desses bandidos.

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PIERRE HENRY & MICHEL COLOMBIER - PSYCHÉ ROCK
DOWNLOAD: PIERRE HENRY & MICHEL COLOMBIER- MESSE POUR LE TEMPS PRESENT - 1967 - 192Kbps
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- As coisas que acontecem não tem importância - disse. - Mas de tudo que acontece aprende-se uma lição. Com isso aprendemos que um presente, principalmente a uma senhora, não deve ter nenhuma característica que requeira outro presente. Aprendemos também que é pecado dar presentes de muito valor, pois eles podem provocar a ganância.
CARTA AOS DIRETORES DE ASILOS DE LOUCOS

Senhores:
As leis, os costumes, concedem-lhes o direito de medir o espírito. Esta jurisdição soberana e terrível, vocês a exercem segundo seus próprios padrões de entendimento.
Não nos façam rir. A credulidade dos povos civilizados, dos especialistas, dos governantes, reveste a psiquiatria de inexplicáveis luzes sobrenaturais. A profissão que vocês exercem está julgada de antemão. Não pensamos em discutir aqui o valor dessa ciência, nem a duvidosa existência das doenças mentais. Porém para cada cem pretendidas patogenias, onde se desencadeia a confusão da matéria e do espírito, para cada cem classificações, onde as mais vagas são também as únicas utilizáveis, quantas tentativas nobres se contam para conseguir melhor compreensão do mundo irreal onde vivem aqueles que vocês encarceraram?
Quantos de vocês, por exemplo, consideram que o sonho do demente precoce ou as imagens que o perseguem são algo mais que uma salada de palavras? Não nos surpreende ver até que ponto vocês estão empenhados em uma tarefa para a qual existem poucos predestinados. Porém não nos rebelamos contra o direito concedido a certos homens - capazes ou não - de dar por terminadas suas investigações no campo do espírito com um veredicto de encarceramento perpétuo.
E que encerramento! Sabe-se - nunca se saberá o suficiente - que os asilos, longe de serem "asilos", são cárceres horríveis onde os reclusos fornecem mão-de-obra gratuita e cômoda, e onde a brutalidade é norma. E vocês toleram tudo isso. O hospício de alienados, sob o amparo da ciência e da justiça, é comparável aos quartéis, aos cárceres, às penitenciarias. Não nos referimos aqui às internações arbitrárias, para lhes evitar o incômodo de um fácil desmentido. Afirmamos que grande parte de seus internados - completamente loucos segundo a definição oficial - estão também reclusos arbitrariamente. E não podemos admitir que se impeça o livre desenvolvimento de um delírio, tão legítimo e lógico como qualquer outra série de idéias e atos humanos. A repressão das reações anti-sociais, em princípio, é tão quimérica como inaceitável. Todos os atos individuais são anti-sociais. Os loucos são as vítimas individuais por excelência da ditadura social. E em nome dessa individualidade, que é patrimônio do homem, reclamamos a liberdade desses forçados das galés da sensibilidade, já que não se está dentro das faculdades da lei condenar à prisão a todos que pensam e trabalham. Sem insistir no caráter verdadeiramente genial das manifestações de certos loucos, na medida de nossa capacidade para avaliá-las, afirmamos a legitimidade absoluta de sua concepção da realidade e de todos os atos que dela derivam.
Esperamos que amanhã de manhã, na hora da visita médica, recordem isto, quando tratarem de conversar sem dicionário com esses homens sobre os quais - reconheçam - só têm a superioridade da força.
Antonin Artaud
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QUANDO A NÃO-VIOLÊNCIA É SUICÍDIO

É outono de 2025 d.c. O sistema tecnoindustrial desintegrou-se um ano atrás, mas você e seus amigos estão indo bem. Seu jardim floresceu no último verão e em sua cabana você tem um bom suprimento de vegetais secos, feijões secos e outros alimentos que irão te sustentar durante o inverno que está chegando. Nesse momento você está colhendo suas batatas. Você e seus amigos pegam com suas pás uma batata após a outra pelas raízes, e retiram os tubérculos do solo.
De repente seu amigo te cutuca e você dá uma olhada. Oh-oh. Uma gangue de homens com cara de malvados está vindo em sua direção. Eles têm armas de fogo. Eles vão dar problema, mas você fica firme em seu lugar. O líder da gangue chega até você e diz:
"Você tem umas batatas boas aí"
"É", você responde. "Elas são umas batatas boas"
"Nós vamos levá-las" diz o líder da gangue.
"Até parece!" você responde. "Nós trabalhamos duro durante um longo verão cultivando essas batatas…"
O líder da gangue aponta seu rifle na sua cara e diz, "Foda-se, otário". E ele diz aos seus homens, "Dick, Ziggy, dê uma olhada na cabana e veja que tipo de comida eles têm. Talvez possamos até nos mudarmos para cá e passar o inverno aqui. Mick, pegue aquela vadia ali antes que ela fuja. Ela tem uma bunda boa. Nós todos vamos transar com ela hoje à noite".
Você fica furioso e começa a gritar, "Seu canalha! Você não pode…"
E o rifle faz BANG. Você está morto.
* * *
A não-violência funciona apenas quando você tem a polícia para te proteger. Na ausência de proteção policial, a não-violência é praticamente o mesmo que suicídio.
É claro que isso não é sempre verdade em todas as épocas e lugares. Entre os Pigmeus Africanos, como descrito por Colin Turnbull, a violência mortal contra humanos era praticamente desconhecida. Em outras sociedades nômades caçadoras e coletoras as pessoas algumas vezes matam umas as outras em lutas, mas eles nunca conquistam o território do outro ou tribos sistematicamente. Sob estas condições, a não-violência não é inconsistente com a sobrevivência.
Mas, realisticamente falando, estas não são as condições que irão prevalecer se e quando o sistema tecnoindustrial entrar em colapso. Existem muitas pessoas más por aí: Nazistas, Hell's Angels, membros da Ku Klux Klan, a máfia… muitos outros não pertencem a grupos reconhecidos. Eles não vão desaparecer no ar quando o sistema se desintegrar. Eles ainda estarão por aí. Eles provavelmente não vão ser bem-sucedidos ao tentarem cultivar seus próprios alimentos mesmo que tentem e eles não vão tentar porque pessoas desse tipo vão achar muito mais apropriado pegar a comida dos outros ao invés de cultivar a sua própria. E já que eles são maus, eles podem te matar ou te estuprar apenas pelo prazer disso, mesmo quando eles não precisarem da sua comida.
Também, muitas pessoas comuns, que sob as condições atuais são pacíficas e dóceis, podem tornar-se más quando ficam desesperadas por comida ou por boas terras agrícolas para plantar. A escassez de alimento pode não ser crítica nas chamadas áreas "atrasadas" do mundo onde os camponeses ainda são relativamente auto-suficientes, mas nos países industrializados, onde a agricultura é completamente dependente em pesticidas, fertilizantes químicos e combustível para tratores (entre outras coisas), e nos quais poucas pessoas possuem a habilidade de cultivar seu próprio alimento com eficiência, a escassez de alimento com certeza será grave quando o sistema entrar em colapso.
Vamos até mesmo assumir, apenas para argumento, que os países industrializados possuam terra arável o suficiente para que todas as pessoas, em teoria, sejam capazes de cultivar seu próprio alimento por métodos primitivos. Na ausência de um governo em funcionamento, não haverá meios de distribuir os habitantes das cidades pelas áreas rurais e designar sistematicamente cada pedaço de terra para uma família. Em conseqüência disso, haverá caos e confusão. Algumas pessoas irão tentar apropriar-se do maior número ou das melhores terras para elas mesmas, outras irão opor-se a elas e lutas mortais irão acontecer. Grupos armados irão se organizar para sua própria proteção ou para propósitos agressivos. Se você quer sobreviver ao colapso desse sistema, é melhor que você esteja armado e preparado para usar sua arma com eficácia. Isso significa estar preparado psicologicamente como também fisicamente.
Estar armado e preparado para lutar em autodefesa será não somente a condição necessária para sua própria sobrevivência, mas será também o seu dever. Os Nazistas, Hell's Angels e os membros da Klu Klux Klan não serão os inimigos mais perigosos da liberdade. Pelo fato destas pessoas serem ingovernáveis, turbulentas e foras-da-lei, é improvável que eles criem organizações grandes e eficientes. Muito mais perigosas serão aquelas pessoas que vêm da espinha dorsal do sistema atual, as pessoas que estão adaptadas à vida em organizações disciplinadas: os tipos burgueses - os engenheiros, executivos, burocratas, oficiais militares, algumas polícias e assim por diante. Estas pessoas estarão ansiosas para restabelecer a ordem, a organização e o sistema tecnológico o mais rápido possível. Os seus métodos serão menos rudimentares do que os dos Nazistas e os das gangues de motocicletas mas eles não hesitarão em usar força e violência quando for necessário para atingirem seus objetivos. Você DEVE estar preparado para se defender fisicamente contra estas pessoas.
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THE MIGHTY MELLOW
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Coletânea pirata de breaks and beats.
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Onde não há lei, não há transgressão.
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VENCER OU MORRER
Escrevo do campo de batalha
Entre mortes, feridos, ao soar dos canhões
Para que saibam que não me rendo
| espada na mão
Vinguemos a morte de nossos
Bravos companheiros
Por nossos queridos guerreiros
Vencer ou Morrer!
Tremam os covardes por nosso amor
À liberdade, e bravo valor
Vinguemos o sangue derramado
Varrendo da terra o opressor
Vivam os que preferem a morte
À vergonha da retirada
Viva a Amazônia Livre em luta
Morram os tiranos! Viva a Cabanagem!
Hino da Resistência Popular Amazônica

O governo finge promover a educação, mas toda sua força baseia-se na ignorância;
O governo finge defender a liberdade constitutional, mas apóia-se na ausência de liberdade;
O governo finge melhorar a condição do trabalhador, mas oprime-o para continuar existindo;
O governo elabora leis para para difundir a temperança mas não erradica a embriaguês;
O governo elabora leis de apoio à educação mas não suprime a ignorância, apenas a aumenta;
O governo elabora leis para garantir a liberdade constitucional, mas escora-se no despotismo;
O governo elabora leis de proteção ao trabalhador, mas não o livra da escravidão.
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O CAMINHO ADIANTE

Ocorre para um número crescente de pessoas que olhar para uma saída necessariamente envolve atacar a exata natureza da sociedade. Não somente o capitalismo, mas a sociedade de massas e sua forma cada vez mais tecnificada.
O reino espiritual atrai, pois tem a ver - ou deveria ter - com o básico da vida. Já não nos olhamos como parte da teia e dos ciclos da natureza. A perda da relação direta com a natureza tem bloqueado um antigo entendimento universal de nossa singularidade com o mundo natural. Os princípios da conexão e da simplicidade são o cerne do conhecimento indígena: intimidade com a terra como uma imanente base da espiritualidade. Este entendimento é essencial para um equilíbrio físico e mental.
O abandono voluntário do modo de vida industrial não é auto-renúncia, mas um meio de cura. Inspiremo-nos naqueles que continuam a viver espiritualmente conectados com a natureza.
Táticas para esse rompimento não faltarão. O mais importante é a recusa a todo este colapso e a resistência àqueles que querem nos manter nele imersos.
traduzido e recombinado de:
http://www.greenanarchy.org/
DOWNLOAD: ULTRAMAGNETIC MC'S - CRITICAL BEATDOWN - 1988http://rapidshare.com/files/95159724/criticalbeatdown.rar
JUÍNA - MATO GROSSO - BRASIL
DOWNLOAD: WILLIE BOBO & THE BO-GENTS - DO WHAT YOU WANT TO DO... - 1971http://www.mediafire.com/?0fqoqdb4gtx

DOWNLOAD: CALYPSO KING & THE SOUL INVESTIGATORS - SOUL STRIKE! - 2001 - 320Kbpshttp://rapidshare.com/files/84781933/soulstrike.rar.html
COMO O IMPÉRIO DECAI

(...)
Paul Craig Roberts
Extraído do texto "Como o império decai", clique aqui e leia-o na íntegra.
DOWNLOAD: FAZE-O - RIDING HIGH - 1978 -192Kbpshttp://rapidshare.com/files/59672163/faze-o__ridinghigh_1978.rar.html
HÁ QUE ACABAR COM TUDO ISSO

Repentinamente, todos consumiremos drogas; sejam administradas sob regras ou vendidas sob contrabando, isto apenas é uma distinção formal. A terapia dos transtornos de cuidados oferece outro exemplo da tendência coercitiva da medicamentação da angústia e a agitação generalizada, que gera uma realidade cada vez mais frustrante. A ordem dominante fará, evidentemente, todo o possível por negar a realidade social. A sua tecnopsiquiatria considera o sofrimento humano como de natureza biológica e de origem genética.
Novas patologias, resistentes à medicina industrial estendem-se à escala planetária da mesma forma que o fundamentalismo religioso - sintoma de frustração e de profunda miséria psíquica. E à espiritualidade New Age (a filosofia para uso "dos caranguejos", segundo Adorno), assim como as inumeráveis terapias paralelas deleitam-se em vãs ilusões. Pretender que pode-se estar íntegro, esclarecido e em paz no seio da loucura atual é, de fato, aceitar esta loucura.
O fosso entre ricos e pobres alarga-se, particularmente neste país onde os sem-teto e os presos contam-se por milhões. A cólera aumenta e as mentiras da propaganda que fundamentam a sua sobrevivência não encontram já a mesma credibilidade. Este mundo, onde reina a falsidade, encontra apenas a adesão que merece: a desconfiança em direção às instituições é quase absoluta. Mas a vida social parece congelada, e o sofrimento dos jovens é sem dúvida o mais profundo. A taxa de homicídios entre adolescentes de 15 a 19 anos duplicou entre 1985 e 1991. O suicídio transformou-se em reação de procura de cada vez mais adolescentes, que não encontram forças para alcançar a idade adulta num inferno como este.
A nossa época pós-moderna encontra a sua expressão essencial no consumo e na tecnologia, que dão aos mass media a sua força estupefaciente. Imagens e slogans impactantes e fáceis de digerir impedem de ver o espetáculo terrorífico da dominação que repousa essencialmente sobre a simplicidade das representações. Inclusive os enganos mais flagrantes da sociedade podem servir para esta empresa de hipnose coletiva, como é o caso da violência, fonte de infinitas diversões. Seduzem-nos as representações de comportamentos ameaçantes, pois o aborrecimento é uma tortura maior que o espanto. A natureza, ou o que resta dela, reprova-nos amarguradamente o modo em que a existência atual está pervertida, frígida e adulterada. A morte do mundo natural e a penetração da tecnologia em todas as esferas da vida desenvolve-se a um ritmo cada vez mais rápido. A multidão informaticamente enlaçada, os marginais tecnóides, os ciber-não-importa-quê, a realidade virtual, a inteligência artificial... Até chegar à vida artificial, última ciência pós-moderna. Entretanto, a nossa Era da Computação "pós-industrial", tem com principal conseqüência a nossa transformação acelerada num "apêndice da máquina", como se dizia no século XIX. As estatísticas da administração judicial indicam, todavia, que as empresas, cada vez mais informatizadas, são o teatro de cerca de um milhão de delitos violentos por ano, e que o número de patrões assassinados duplicou nos 10 últimos anos.
O sistema, na sua atroz arrogância, espera que as suas vítimas se conformem votando e reciclando os seus resíduos, fazendo-lhes crer que tudo irá muito bem. O espectador é somente suposto, não tem de saber nada e não merece nada.
A civilização, a tecnologia e as divisões que dilaceram a sociedade, são componentes de um todo indissolúvel. Uma carreira para a morte, fundamentalmente hostil às diferenças qualitativas. A nossa resposta terá de ser qualitativa, sem fazer caso dos eternos paliativos quantitativos que reforçam, de fato, aquilo que queremos abolir.

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A EXPLOSÃO DESTE MUNDO

Não mais trabalharemos, ó mar de fogo! A explosão deste mundo é o caminho verdadeiro.
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O PIÃO

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A sociedade supervaloriza as pessoas normais. Ela educa as crianças pra que se percam, tornem-se irracionais, e assim pessoas normais.
Pessoas normais mataram quase 100.000.000 de pessoas normais nos últimos cinqüenta anos.
WATTSTAX

No dia 11 de Agosto de 1965, em Watts, California, um policial abordou brutalmente o jovem Marquette Frye, acusando-o de dirigir intoxicado. Muitas pessoas se juntaram no local e, indignadas com o que viam, começaram a protestar e lançar pedras e objetos contra os policiais. O ato foi o estopim para a rebelião que durou vários dias e resultou em 34 mortos, mais de 1000 pessoas feridas e mais de 4000 presos. Cerca de 600 edifícios foram danificados ou destruídos e o prejuízo total superou 35 milhões de dólares.
O Festival reuniu mais de 100000 pessoas que assistiram a apresentações de Isaac Hayes, The Bar Kays, Rufus Thomas, Carla Thomas, David Porter, The Emotions, Albert King, The Staple Singers, Soul Children e outros nomes do finíssimo catálogo da Stax.
O reverendo e ativista político Jesse Jackson profere durante o festival um discurso inflamado que se torna um clássico várias vezes sampleado pelo funk e pelo RAP.
Em 1974 o diretor Mel Stuart lançou o documentário Wattstax, apresentado por Richard Pryor, do qual trechos podem ser vistos acima.
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Se você não tem nenhuma empatia com o brilho enganoso deste mundo virado de ponta cabeça, você é visto, pelo menos por aqueles que acreditam em tal mundo, como uma lenda controversa, como um fantasma invisível e malévolo, como um perverso Príncipe das Trevas.
Que é na realidade um bom título — mais honrado que qualquer outro que o atual sistema de explicações iluminadas por holofotes é capaz de dar.
Assim, nos tornamos emissários do Príncipe de Divisão — "aquele que está errado" — aquele que traz desespero àqueles que se identificam com a humanidade.
POR UM CINEMA IMPERFEITO

Todo desvio do convencional, morto, cinema "oficial", é um signo saudável. Precisamos de filmes menos perfeitos e mais livres. Se apenas nossos jovens realizadores - não tenho esperança para a velha geração - se declaram livres, completamente livres, fora de si mesmos, violentamente, anarquicamente, não há outra maneira de romper as estagnadas convenções cinematográficas se não através de uma completa desconstrução / decomposição / destruição de tudo aquilo que já foi feito.































































































